Em Novembro e Dezembro já estávamos a objectivara viagem, a escolheros pontos “fulcrais”a serem vistoscom base num programa cultural relacionado com a História da Arte.Sienaseria um ponto depassagem obrigatória;Florença umaresposta para os amantes do Renascimento, Roma um palco para osadmiradores doBarroco.Bernini, Borromini, Miguel Ângelo, Rafaele Caravagio,começavam a ser as minhas palavrasdiárias.
E partimos a 2 de Maio.Éramos25 pessoas, incluindo uma guia responsávelda Agência de Viagens "OASIS" em Portugal, que sempre nos acompanhou.
Florença recebeu-nos com umaforte chuvadainiciale um céu cinzentomas que sedissipou logo que chegamosà“piazza”Miguel Angelo,um locale um miradouro excelente,deixando-nosvera fabulosa cidade renascentista fora das suas muralhas, e o fabuloso desenho que constitui o seu urbanismo.
Sobreo Rio Arnoa famosaPonte Vecchioe as suasarcadasem cor da terraamarelada deixava antevero bulícioda cidadee, recortando o céu, a fabulosae inigualávelcúpulada Catedral de Santa Maria del Fiore, um dos muitos “ex-libris” destacidade, obra do primeiro grande arquitecto renascentista Brunelleschi .
Subimos a larga escada que nos
conduziu a “San Miniato al Monte”, umexplêndido cartão de visitapara quem iniciaestaviagem pois que nos deixa rendidos perante o seu exterioreinterior,de grande espiritualidadee beleza, conciliando pacificamentea arte românica, bizantina e renascentista entre outras.
O dia seguinte foi passadoapressadamente entrepequenas incursões pelas apertadasruelasmedievais,ouvindo disciplinadamente o que a Guiaem Florença,uma perfeita profissional em História da Arte, nos tinha para ofertar. Acompanhava-nos também o Hélio responsável pela correspondente Agencia de Viagens em Itália e que nos acompanhou em toda a viagem. Foi assim que conhecemos a Igreja de Santa Maria Novella, o palácio renascentista dos Medici Riccardimandado construir porCosme – Velho, o patriarca da fortuna dosMédici, visitamos o Battisteroe fotografamos as muitos conhecidas Portas do Paraíso, entrámos na Catedral, na Basílica de S.Lourenço e na Casa de Dante, com uma pequena paragem paraum almoço rápido,pois o tempoescoava-se e a cidadetinha muito para ver. Atravessando a Av. Da Republica logo se chega à Piazza della Signoria, centropolítico e civil desde o séc. XIIIe verdadeiromuseu a céu aberto com esculturasRenascentistas.Mais uns minutos a andar e chegamos à magnifica Igreja Santa Croce, onde homenscomoGalileo, Maquievel,Rossini, Miguel Angelo e muitos outros aí se encontram sepultados. Espectacular o túmulo de Miguel Ângeloonde 3 mulheres o vão chorar eternamente:
Túmulo de Miguel Ângelo
a Arquitectura,a Pintura e a Escultura.
O trabalho cultural da guia terminou na PonteVecchio, onde cada um de nós, deu livre cursoàs suaspreferênciasindividuais.Do projectoque tínhamostraçado, restava-nos a Galleria degli Uffizique visitamos na manhã seguinte, antes de partirmos. Os olhos ficaram no vastíssimo acervo deste monumental museu, onde obras de Cimabue,DuccioPiero della Francesca,Fillipo Lippi, Hugo van der Goes, Albrecht Dürer, Michelangelo, Rafael,Ticiano,Parmigianino, Caravaggio, Botticelli, Leonardo da Vinci e muitosmais, aí se encontram.Choviscava quando deixamos Florença e, prazenteiros, saudámos os três dias de solali passados.
Rumamosem direcção a Siena, e olhos nossos, espantados por tanta beleza, depararam-se com a magnifica Catedral iniciada no séc. XIII, representativo exemplo da arquitectura gótica italiana, com o interior todo em mármore preto e brancoque são as cores do brasão de Siena.O velho centro histórico de Siena é de prender a respiração, qual sensação sentida mal descemos a escadas que nos conduziram àPiazza del Campo, com o famoso Campanile (campanário), onde se realiza a emotiva corrida de cavalos “, ouPalio di Siena.
Com uma maior demora em Siena, chegamos a Romaum pouco mais tarde do que o previsto.
No dia seguinteterecuperamos bem. Acompanhados por uma guia especializada em História, introduzimo-
-nos pelas ruas da velha Roma começando pela Fontana de Trevi, onde muitos de nóstiramos a habitual foto, cumprindo a tradição de atirar uma moedinha para as águas da fonte “para garantir o nosso regresso a Roma”. Daí, um pulinho ao Pantheon construído na época greco-romana e actualmente em perfeito estado de conservação, com a sua alta cúpula dado ao edifício uma atmosfera etérea. Aí repousa o túmulo de Rafael.Seguindo por ruas estreitas e sinuosas,passamos por várias igrejas, todas elas monumentais em termos de arquitectura/escultura Barroca. Santa Maria Minervaé excepção por ser aúnicaigreja romana gótico florentino.No seu interioruma das primeiras esculturas de Miguel Ângelo, no seu exterior, uma bela praçacom um elefantede Berbini. Entramos na Iglesia del Gesù, igreja-mãe dos Jesuitas, com uma fachada genuinamente barroca.
Vimos muitas obras de Caravaggio espalhadas por muitas outras igrejas; S.Luis dos Franceses, Sto.Agostinho, Santa Maria del Popolo. Em Santa Maria Maggiorie Santa Maria in Trastevere admiramos os mosaicos plenos de esplendor bizantino, em S.Clemente, uma lição concisa de História Romana, e em San Giovanni in Laterano, soubemos ter sidofundada por Constantino no séc. IV, ter sido a principal residência Papal e o local da coroação dos Papasaté ao século XIX. Quase em frente, poderá o fiel devotamente subir de joelhos os degraus da Escada Santa, 28 degraus levados para Roma, pertencentes ao Palácio de Poncio Pilatos, e que Jesus subiu depois da Flagelação.
Também não perdemos a grande obra do escultor Bernini na capela Cornaro
da Igreja de Santa Maria della Vittória - o êxtase místico de Santa Teresa d´Ávila ferida por uma seta de amor divino disparada por um anjo (que não nos deixa de lembrar Cupido).
Também nos passeámos pelasmuitas Praças de Roma: A PiazzaNavonacom as suas Fontes, a sua animação, os muitos vendedores/expositores dequadros, as suas esplanadas e os seus magníficos gelados e a Praça de Espanha, graciosamente florida eanimada de turismo. Passeámo-nos pelas margens do Rio e atravessámos com prazer as pontesda IlhaTeberina.Foi refrescante passar por aí.
Num dos dias em Roma passámo-lo quase todopasseando pelo Coliseu, pelo majestosoArco de Constantino de 315 d.C. , porta de entrada para o Forum Romano,uma vasta área arqueológica, centro da vida política, cultural, religiosa e jurídicae económica da Antiga Roma.
Atravessámos a Praça Veneza, cenário dos discursos fascistas de Mussolini, dominado pelo Monumento ao rei Vítor Emanuel II (chamado o altar da Pátria) esubimos a escadariaque nos conduz aos Museus Capitolinos no muito antigo Monte do Capitólio, encimadopor umaestátua equestre de Marco Aurélio.
E claro que não poderíamos perder umaentrada no Museu do Vaticano e na Basílica de S.Pedro, lugares emblemáticos a quem visita Roma. Que dizer? Não há palavras!
A belíssimaPietá de Miguel Angelo , o Baldaquino de Bernini e muitas outras esculturas na Basílica, para além do fervorosoabraço que nos dá a magnífica praça de S.Pedro, obraigualmente de Bernini.
O Museu do Vaticano, todos sabemos,alberga grandes obras. Corredores de arte, salas de arte, paredes de arte, e ali ficamoscom a cabeça pendurada sem saber onde olhar tal é a dimensãodo que nos é oferecido. Pessoalmente prefiro as salas de Rafael e , claro … a monumental Capela Sistinacom os frescos no tecto de Miguel Angeloe oseu tremendo Juízo Final,ondejá são notados muitosalvores do Maneirismo.
Os sete dias de viagem alcançaram o fime chegou o dia do regresso, muito bem aproveitado ainda porque
até chegarmos ao aeroporto, passamos pelas Catacumbas DOMITILA, cemitério subterrâneo e local de cultodos primeiros critãos e ainda, pela Basílica de São Paulo Fora de Muros, a segunda maior basílicacatólica de Roma, uma reconstrução do século XVIII da antiga basílica paleocristã do tempo de Constantino e local de pregrinação ao longo dos séculos. Aí, figuram os retratos de todos os papas de Roma.
Acabamos a viagam, claro que um pouco cansados, mas com a certezaque muito foi visto,em glória da Artee da História de Itália.
Os momentos de lazer, preenchidos com os passeios que demos pelo nosso Portugal ao longo do ano académico 2010-2011, bem representados neste nosso vídeo
Ultimo passeio 29 Maio 2011 : Tomar, Dornes e Vila de Rei (Centro Geodésico de Portugal).
Desde já há alguns anos que a ACADEMIA CULTURAL SAUDAÇÃO, por norma, uma vez por mês, aos domingos de manhã, sai em visita de Lisboa e seus Arredores, ao encontro do entretenimento, do convívio e da cultura.
O vídeo que apresentamos é o resultado de algumas destas nossas actividades, ao longo do ano académico 2010/2011.
E estas, são algumas das nossas ultimas fotografias:
Prova dos vinhos na Praça de Comercio
Visita a GNR em Lisboa (Quartel do Carmo)
GNR em Lisboa (Quartel do Carmo)
FOTOGRAFIAS EM PASSEIOS ANTERIORES
Museu da Electricidade
Museu da Igreja de S.Vicente de Fora
Museu do Azulejo (Convento S.Madre de Deus)
Imagens do Museu da Igreja de S.Roque
Imagens do Peddy Paper - no Parque dos Poetas-Oeiras
A Academia Cultural Saudaçãoé um espaço cultural, que,emboradireccionado à população sénior,está abertaa todasasidades.
Pertencemos a uma cooperativa cultural sem fins lucrativosjá com 25 anos de existência (Cooperativa Cultural Saudação,Amigos do Esperanto e da Natureza, CRL).
A Academia (Universidade Sénior) foi projectada e aberta há cerca de 16 anos por um grupo de voluntários(as).
Hoje,somosos continuadores desse grande e humanitário projecto, ou seja, um grupo de amigos,igualmente voluntários, quededicaa grande parte do seu tempoà divulgaçãodoensino e da cultura, dentro de uma atmosfera deconvívio e grande amizade.